terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

INFANTIL...


INFANTIL...

(Maria Inês Simões)


Havia a floresta, o castelo, a torre. A princesa, a madrasta, e a fada. O comércio, a abobrinha, e a carruagem.


Havia uma célula dramática pequenina. Escondida no depois.


Mas... Havia!!!


O Olhar lânguido. Obliquo e apaixonado. A boca entre aberta, o sono e os olhos cerrados. A maçã mordida, a roca de fiar. A odisséia.


Havia o cenário...


Onde o príncipe faltoso... No cantinho. Olhava de soslaio o futuro da princesa, entre rugas e artrites. Dores de cabeça e sinusites.


Mas... Havia!!!


A Princesa.


Onde a platéia sabia que a via...


E, o Príncipe. Em um final que a autora escondia.




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Maria Inês Simões

Bauru/SP

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segunda-feira, 17 de maio de 2010

Rodo.via...

Rodo.via...
(Maria Inês Simões)

Debaixo da saia é que brilham...
As fantasias.
Debaixo da saia é que se acumulam...
As dores do dia a dia.
Debaixo da saia é que sangra.
A melodia da raça...
Debaixo da saia... Ocasiona...
A maioria de toda desgraça.
Debaixo da saia é que ronca...
O porco... O cão... O homem...
Da infância ao bicho de estimação.
Debaixo da saia é que se levanta...
A antiga e eterna questão.


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Maria Inês Simões
Bauru/SP

MadrugAndo...

MadrugAndo...
(Maria Inês Simões)


Quando ela sonha,
não sabe, é a menina que impulsiona.
O único ser que lhe anima.
Quando pequenina... Sonhava que a tudo podia...
Ela era sua própria heroína... Mulher maravilha.
Cresceu... Conheceu... O cansaço o fracasso...
Vilões tiraram-lhe a paz a harmonia.
Mas, ainda assim restou-lhe a fantasia.
Por onde, de vez em quando se encontra...
Em sua poesia.
Quando ela sonha,
não sabe, é a menina que vem a tona.

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Maria Inês Simões
Bauru/SP